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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Em defesa do Estado de Direito

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de exorbitar da
sua competência mais uma vez, ao tentar agora impor regras para a publicidade
de alimentos e bebidas não alcoólicas. Em medida administrativa, na
Resolução no 24/2010, a agência cria regras para a propaganda comercial
de alimentos e bebidas.
Não é a primeira investida dessa agência. Em outras oportunidades, já tentou
se substituir ao Congresso Nacional criando regras para a propaganda
de outros produtos, como bebidas alcoólicas, em 2007, e medicamentos
populares, em 2009.
Em ambas, a Anvisa foi desautorizada pela Advocacia-Geral da União e, na
última delas, também pela Justiça. Sempre que perdeu, foi porque ficou
claro que não tinha competência para legislar sobre propaganda comercial.
Novamente a agência reincide ao legislar em seara que não lhe compete. O
artigo 22, inciso 29 da Constituição Federal, diz que é competência privativa
da União (Congresso Nacional e Presidência da República) legislar sobre
propaganda comercial. O artigo 22 é claro ao dizer que compete à lei federal
dispor sobre propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser
nocivos à saúde.
A propaganda brasileira é submetida a um sistema misto de controle que
funciona muito bem. Fazem parte dele o severo arcabouço legal no qual
avulta o Código de Defesa do Consumidor e, do lado da sociedade civil, o
Conar. Este já julgou mais de 7 mil casos em seus trinta anos de existência.
Estabelece um sistema considerado dos mais evoluídos do mundo para
regular eticamente mensagens comerciais e é respeitado por anunciantes,
agências de propaganda e veículos de comunicação.
As entidades abaixo-assinadas reiteram a sua confiança no Estado democrático
de Direito, na primazia da Constituição Federal e confiam que o Congresso
Nacional saberá fazer uso da competência constitucional que lhe foi atribuída
pela Carta Magna de 1988. Temos certeza, portanto, de que a usurpação de
poder ora em curso não há de prosperar.



Assinam esta declaração:

ABA – Associação Brasileira de Anunciantes
Abap – Associação Brasileira de Agências de Publicidade
Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão
Abia – Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação
Abir – Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e
Bebidas Não Alcoólicas
ABTA – Associação Brasileira de TV por Assinatura
Aner – Associação Nacional de Editores de Revistas
ANJ – Associação Nacional de Jornais
Central de Outdoor
Feneec – Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas
Fenapro – Federação Nacional das Agências de Propaganda
IAB – Interactive Advertising Bureau, Brasil
Instituto Palavra Aberta

Comunicado ANVISA

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Como anda a cabeça do consumidor para 2011?





O ano começou, o salário mínimo aumentou, mais pessoas migraram para a classe C etudo está a mil maravilhas, certo?

Nem tanto!


Se por um lado tivemos um aumento no salário mínimo (5,8%),tivemos o aumento do preço da cesta básica em mais de 10%(chegandoa 22% de aumento em algumas regiões). Tivemos também uma taxa de inadimplência crescendo 6,3% em 2010 (maior que 2009 com a crise), o que significa que as pessoas não estão conseguindo se livrar das dívidas e consequentemente isso irá refletir nas vendas em 2011.


Sabendo desses números, o que podemos esperar na mudança de comportamento dos consumidores para esse ano? Consumidores mais receosos na compra? Um crescimento tímido nas vendas? Ou outros fatores podem entrar no jogo e melhorar a situação do mercado brasileiro?


Ainda é cedo para afirmar isso, mas a aposta esse ano é na expansão das vendas online, coletivas e não-coletivas .

Se os consumidores estão se acomodando cada vez mais, as formas de comercialização que se adequam a esse novo consumidor tendem a crescer na mesma proporção.

Conversando com alguns lojistas, acompanhando o modelo de compras coletivas no Brasil e observando a entrada de empresas consagradas no comércio online, é visível que consumidores e vendedores estão mais acostumados a esse tipo de transação.

Antes o problema era a confiabilidade, mas esse problema hoje já está bastante minimizado com depoimento de milhões de consumidores que tiveram experiências positivas.

Somado a isso, os sites de compra coletiva estimularam o sentimento de fechar um bom negócio que vinha se perdendo nas negociações no PDV, devido a burocracia das grandes redes que alegam não poder mais dar descontos fora da tabela prevista.

Com melhores condições para o consumidor fazer sua compra, ele se sente mais a vontade para fazer novas aquisições, mas preocupa-se em manter seus pagamentos em dia para não ser privado desses benefícios no futuro.

Esse novo pensamento gera uma tranquilidade maior nas empresas, que podem continuar melhorando as condições de venda e assim dar continuidade nesse ciclo.

Muitas dessas empresas, inclusive, já estão fazendo análises mais profundas sobre seus consumidores via pesquisas de mídias sociais e outras ferramentas como NPS (Netpromoter Score).

Para as agências o negócio e ficar de olho nessa mudança de comportamento e, mais do que nunca, ser amigo do seu consumidor (tratando com muito respeito e sendo transparente) e parceiro do seu cliente.



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

QUEM GANHA E QUEM PERDE NO JOGO DAS REDES SOCIAIS.


Internautas escancaram suas experiências de consumo na
web e colocam em xeque a reputação das empresas.



As redes sociais ampliaram o poder de ação do consumidor que não se contenta mais em ser atendido pelos canais de comunicação tradicionais e está disposto a tudo para mostrar sua insatisfação com produtos e serviços. Cale usar o Twitter, criar comunidades contrárias à empresa no Orkut e até mesmo fazer vídeos para execrar a companhia e divulgá-lo no You Tube.
Esse consumidor dissemina informações que, rapidamente, são multiplicadas no mundo virtual. É fato que o contrário também acontece, alguns clientes usam as redes sociais para elogiar e juntar-se às causas apoiadas por empresas, mas esse público ainda é a minoria.

RECLAMAÇÕES:

1- ÉRIKA DIAS X NEXTEL
Sem acesso a internet via celular e sem serviço de mensagens SMS, ela disparou 4 posts no Twitter.

2- ELIS MARCHIONI X HP
Cansada de trocar e-mails com a empresa, ela decidiu manifestar sua indignação no Twitter.

A dúvida é clara: será que o efeito viral dessas reclamações e elogios realmente é capaz de manchar ou melhorar a reputação de uma empresa?

Segundo a pesquisa realizada pela XPLab e E-Consulting, cada post (negativo ou positivo) relacionado a uma empresa, um produto, um serviço, etc. vai impactar diretamente 10% do total da rede de relacionamentos, de forma a gerar ação, seja essa qual for (cancelar uma assinatura, trocar de empresa, comprar um novo produto etc.) Os outros 90% também sãi impactados, mas não necessariamente eles dão créditos ou se mobilizam para alguma ação.
Isso significa que reclamações como as da Érika ou Elis, quando somadas a uma avalanche de outras informações sobre a empresa, podem sim, causar transtornos à marca.

Segundo dados da pesquisa divulgada pela consultoria norte-americana ComScore, o Twitter já ultrapassou em todo o mundo 44,5 milhões de usuários, com um crescimento de 1.460% apenas no último ano.

Uma pesquisa realizada pelo site Wetpaint e pela consultoria Altimeter Group, mostra que o engajamento nas redes sociais está diretamente relacionado ao faturamento das empresas.
As corporações melhor classificadas, num ranking de cem, ou seja, com maior envolvimento em redes sociais, tiveram em média 18% de crescimento na receita - enquanto as com pior colocação tiveram 6% de perda.

Os problemas enfrentados pela Érica com a Nextel, e Elis com a HP, é só uma mostra leve do que pode acontecer quando um cliente não está satisfeito com o serviço recebido.

Segundo estudo da consultoria Russel Herder, 81% de executivos de grandes empresas norte-americanas acreditam que as redes sociais podem representar um risco para o negócio e 49% acreditam que ela podem ferir a reputação da empresa. Apesar da apreensão, oito em cada dez entrevistados acreditam que as novas mídias podem melhorar o relacionamento com o cliente e ajudar a construir reputação para a marca.

Trechos retirados da Revista Consumidor Moderno, n°140.






terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A FORÇA DOS CONSUMIDORES

NEW BRAND COMMUNICATION 2010:
EVENTO ORGANIZADO PELO GOOD PEOPLE SHARE TRAZ AO BRASIL PROFISSIONAIS QUE MOSTRAM QUE INOVAÇÃO É ALGO FUNDAMENTAL NOS DIAS DE HOJE.


O uso dos movimentos sociais para engajar as pessoas e a sustentabilidade foram os assuntos que abriram o New Brand Communication 2010.

Jeremu Heimans, cofundador e CEO da Purpose e fundador da Avaaz.org abriu o evento com a palestra "Grandes Comunicadores e Marketing de Causa", e em seguida foi a vez de Jeremy Faludi, professor, estrategista e design sustentável da Stanford University (EUA) que falou sobre "A Marca Sustentável"

O Australiano Heimens, é um exemplo de como utilizar as ferramentas sociais para juntar grandes comunidades em torno de uma causa. Ele está por trás de movimentos como o Livestrong, o famoso movimento social mundial em que as pessoas compravam pulseirinhas amarelas e ajudavam no controle do câncer; Global Zero, para o fim das armas nucleares; GetUp!, movimento político que em pouco tempo, por meio das redes sociais, mobilizou mais membros que todos os partidos políticos da Austrália somados e, entre outras vitórias, conseguiu mobilizar a população para impedir a reeleição do primeiro ministro do país, John Howard, que há 11 anos estava na frente do cargo.
Já no Brasil, o Avaaz.org, rede de mobilização global, é responsável pela mobilização das pessoas que culminou na aprovação do projeto Ficha Limpa.

Para Heimans, os movimentos sociais foram revolucionários desde a época do movimento hippie. Porém, a internet, permite agregar milhares de pessoas de forma muito rápida como nunca ocorreu antes. Ele cita o exemplo da própria Purpose, organização que em três anos e meio mobilizou mais de 6 milhões de pessoas.

Atualmente, a Purpose congrega vários movimentos simultaneamente, que lutam por causas globais que vão desde o combate a grandes epidemias, até a luta contra a mudança climática.
E as redes sociais são o melhor jeito para atingir grandes objetivos.
Por meio delas é que temos que convencer cada vez mais consumidores a comprar apenas produtos sustentáveis e de baixo impacto, a incentivar essas pessoas a cobrar seus representantes na política para tomarem medidas efetivas, bem como pressionar os acionistas das empresas a tomarem medidas sustentáveis na fabricação de seus produtos.
As marcas também devem tomar atitudes como essas, principalmente marcas que não possuem apenas simples consumidores, mas sim fãs que passam horam em uma fila no dia do lançamento de algum produto. Elas têm o poder de mobilizar seus fãs para que esses trabalhem em causas importantes.

Para Faludi, sustentabilidade passou a ser fundamental para as marcas, independetemente do seu negocio. Porém a miorias das empresas e pessoas não sabem realmente o que significa participar do movimento verde. "Temos que fazer coisas honestas e significativas, e quando falo em ser honesto, é que as empresas mostrem realmente, onde estão fazendo bem, onde estãso pecando e que mostrem os números reais aos consumidores. Esses não sabem o que significa sustentabilidade porque não possuem pontos de referencias honestos", afirma, ressaltando que o que uma empresa deve fazer aplicar corretamente o conceito de sustentabilidade é, primeiro, descobrir o impacto que se produto causa na natureza para, depois, corrigir esse problema e, enfim, comunicar ao consumidor algo que seja realmente significante.


Trechos do texto A FORÇA DOS CONSUMIDORES.
Edição especial PROPMARK - New Brand Communication 2010.