terça-feira, 21 de julho de 2020

Métricas de CX que todo UX deve conhecer.



Por que medir a experiência do cliente?
Podemos listar diversas razões, mas a mais clara é o diferencial de mercado que ouvir seus clientes traz. Quando você ouve seus clientes e entrega a eles o que eles querem e precisam, você consegue fidelizá-los. E sabemos que fidelizar clientes é muito mais barato do que adquiri-los.

Se essas razões não foram suficientes, tem esses nomes: Amazon, Disney, Netflix, Apple, Starbucks, Adobe, Nubank … todas empresas que se preocupam com a experiência completa de seus clientes.

Agora consegui convencer você?

Tá, mas como faço para começar?
Primeiro tem que estar no sangue da sua empresa o entendimento de que ao se colocar o cliente e a sua satisfação no centro de tudo, as chances que você tem de aumentar o lucro da sua empresa a alcançar o sucesso crescem exponencialmente.

Comece mapeando a jornada do cliente. Se você já tem clientes, converse com essas pessoas e entenda a fundo suas dores e objetivos. Assim você consegue melhorar as experiências do dia a dia desse cliente que já usa seu serviço.

Se você está começando e ainda não tem clientes ou nem mesmo um produto, mapear a jornada desse cliente vai te trazer conhecimentos valiosos que irão moldar a forma que você vai construir o seu serviço. Com essa jornada mapeada, você consegue identificar os pontos de contatos, possíveis gargalos e os pontos que precisam ser melhorados.

Aqui é importante diferenciar a jornada de compra e a jornada do cliente, que são termos comumente confundidos.

A jornada de compra é um template mais geral que fala sobre os estágios de consciência, consideração e decisão do público alvo na sua interação com algum produto.
Já a jornada do cliente é particular para cada produto e toca nas interações, experiências e pontos de contato que um cliente tem com uma marca/produto na jornada como um todo … antes, durante e depois.

De forma geral a Jornada do cliente toca nos seguintes pontos:

Geração de Necessidade 👉 Consideração inicial 👉 Engajamento 👉 Validação 👉 Compra 👉 Entrega 👉 Retenção 🎉
As informações de cada uma dessas etapas você encontra em diversos locais: nas avaliações de antigos clientes, seu funil de vendas, conversando com seu time de vendas, seu time de suporte/atendimento, no seu Google Analytics, nas redes sociais da sua marca e por aí vai.

Agora que já dei essa introdução um pouco longa, vamos falar sobre o que é uma boa medir se você está começando:

Customer Effort Score (CES)
Como o próprio nome diz, essa métrica busca entender o quão complicado o uso do seu produto é. Normalmente brota uma perguntinha no estilo “De 1 a 5, quanto de esforço você teve para fazer X?”. Sendo 1 Discordo plenamente e 5 concordo plenamente.

O que você faz com as métricas: você melhora o seu produto buscando formas de simplificar seus fluxos, quebrando partes em tarefas menores e entendendo o que é essencial naquele produto e limando o resto.

Customer Satisfaction Index (C-SAT)
Você quer entender de uma forma numérica e seca o quão satisfeito seus clientes estão com o seu produto? C-SAT vai ser a sua métrica favorita. Geralmente aparece na forma da pergunta “Numa escala de 0 a 10, o quão satisfeito você está com X?”.

A partir das respostas que você tem, você pode entrar em contato com clientes para entender o que não está aderente e precisa melhorar. Além disso também passa a entender o que precisa intensificar dependendo do que recebe reforço positivo.

AARRR
Essas são as famosas métricas piratas. Cada letra representa uma métrica que você deve estar de olho.

  1. Aquisição de novos clientes;
  2. Ativação de novas oportunidades;
  3. Retenção de quem já está em casa;
  4. Receita gerada pelos projetos;
  5. Referral/Indicações de clientes satisfeitos.

H.E.A.R.T. Framework
O framework HEART foi criado pelo google e ele mede a aderência e felicidade dos usuários do seu produto. Veja abaixo:

  1. Happiness: satisfação, percepção de facilidade de uso, NPS;
  2. Engajamento: número de visitas, transferências …
  3. Adoção: contato com time, número de novos contratos;
  4. Retenção: Número de usuários ativos, taxa de renovação, recorrência de compras;
  5. Tarefa completa: Resultado da busca com sucesso.
Que tal tentar?

Net Promoter Score (NPS)
NPS mede basicamente a probabilidade que seus clientes tem de indicar o seu produto para um amigo. Essa é uma favorita dos times de vendas. Por que? Porque as chances que você tem de fechar negócio com uma pessoa que foi indicada por um amigo é muito maior do que com uma pessoa que foi alvo de uma cold call.

Então saiba que quando aparecer um modal com a pergunta “De 0 a 10, qual é a chance de você indicar X para um amigo?” você está sendo impactado por uma pesquisa de NPS.
Dependendo da nota, a pessoa usuária é encaixada em uma das 3 seguintes categorias. Notas de 0 a 6, são os detratores. Notas de 7 a 8 são considerados neutros. Os que dão notas de 9 a 10 são os promotores.

E para medir o NPS existe uma formulazinha:

NPS = Promotores - Detratores/Número total de respondentes

Dependendo do seu resultado, você cai em uma das 4 zonas.

  • 75 a 100 é zona de excelência;
  • 50 a 74 é zona de qualidade;
  • 0 a 49 é zona de aperfeiçoamento;
  • de -100 a -1 zona crítica.

Plano de ação bem simples que é aplicado após as métricas do NPS é ligar para os detratores para solucionar seus problemas, investigar os neutros e dar mimos e reconhecimento para os promotores.

Todas as áreas … produto, UX, marketing, Atendimento, Vendas … todas devem colocar o cliente em primeiro lugar. Assim é possível criar uma estratégia que busca a melhor experiência para esses clientes e propicia um melhor entendimento de suas dores e proporciona melhores experiências.

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