segunda-feira, 5 de julho de 2010

Marketing / Ponto-de-Venda

Se meu cliente escolhe o produto na loja, por que investir em propaganda e não concentrar esforços apenas no ponto-de-venda?

Porque você vai perder a marca. A marca é o maior patrimônio da empresa. É pela marca que a Coca Cola, a IBM e a Nestlé são importantes. Não existe na história do capitalismo uma grande empresa que não tenha sido construída através de uma grande marca.Promoção é como adrenalina. Faz o cavalo correr mais por um tempo, mas depois ele morre.


O que fazer para garantir que todo o investimento que eu faço em marketing não acabe sendo perdido na falta de vontade do balconista em vender o meu produto?

No processo de compra nenhuma força tem mais poder e influência sobre a decisão de compra do consumidor do que a do balconista.

A não ser que o produto tenha como principal canal de distribuição o auto-serviço, o balconista sempre será o último filtro a ser transposto pelo consumidor antes de fechar o negócio.

É claro que produtos de marcas fortes têm maior capacidade de persistir na preferência do cliente, mesmo sofrendo argumentação contrária no ponto-de-venda, mas nenhuma empresa pode desprezar a capacidade do balconista de trabalhar a favor ou contra o seu sucesso.

Frente a essa situação de fato, a resposta tem sido o uso crescente de concursos e promoções direcionadas ao balconista, na tentativa de "comprar" a sua preferência pela recomendação de uma determinada marca.

Distribuição de brindes, vales-refeição, sorteio de eletrodomésticos, viagens ou simplesmente dinheiro são alguns dos muitos artifícios utilizados pela indústria como forma de induzir o balconista a vender os seus produtos.

O resultado tem sido a banalização do estímulo, que deixou de ser um fator de incentivo para se tornar pedágio obrigatório. Muda apenas o formato criativo, para os mesmos concursos e promoções.

A visão nova sobre essa questão é entender que o balconista é motivado por prêmios, dinheiro e brindes, mas também é carente de valor profissional e de importância pessoal.

Quantas empresas ou marcas têm investido consistentemente em dar ao balconista condições para se desenvolver profissionalmente e poder se qualificar e fazer carreira?

Quantas empresas ou marcas têm criado condições para que o balconista seja publicamente reconhecido como uma pessoa importante que desempenha um papel fundamental no negócio como um todo?

Incrementar a auto-estima do balconista pode ser muito mais eficiente na conquista da sua cumplicidade do que a simples distribuição de brindes.

Pense bem: qualquer empresa pode presentear o vendedor com um relógio, mas ele nunca irá se esquecer da empresa que o levou a um programa de televisão ou fez uma campanha para reconhecer publicamente sua importância.

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